A alimentação é um dos fatores comportamentais que mais influenciam a nossa qualidade de vida. Nos alimentamos diariamente e fazemos isso, muitas vezes, sem pensarmos na relação entre a alimentação e o nosso estado de saúde ou doença. Com a rotina acelerada e as demandas da vida moderna, a alimentação tem sido relegada a segundo plano, comemos o que está disponível, o que é mais prático e nem sempre o que é mais saudável. Não é por acaso que as doenças crônicas vêm aumentando e se manifestando precocemente na população, antecipando doenças que só ocorriam a partir da terceira idade. Desequilíbrios que levam a enxaqueca, depressão, insônia, pressão alta, diabetes, doenças auto-imunes e obesidade estão relacionados a hábitos alimentares inadequados. Se pensarmos que o alimento é muito mais do que apenas energia, e o vermos como fonte de matéria-prima para o funcionamento adequado das células, é possível compreender sua importância para a nossa saúde.

Não precisamos ir muito longe para percebermos que os hábitos alimentares vêm sofrendo mudanças importantes nas últimas décadas, basta conversarmos com nossos pais ou avós para nos darmos conta desta transformação. Era comum as pessoas consumirem alimentos e não “produtos alimentícios” como vemos hoje. Não mais obtemos os alimentos em hortas ou pomares, vamos buscá-los em supermercados onde são oferecidos de forma altamente processada ou industrializada.

Felizmente existem pessoas na contramão deste processo, resgatando hábitos que ficaram para trás, valores esquecidos, práticas mais saudáveis e, desta forma, criando a possibilidade de termos uma vida melhor. Tal empreitada exige conciliar vontade, amor, muito trabalho e tecnologia. A produção de alimentos orgânicos apresenta a possibilidade de resgatar bons hábitos alimentares. Nesta forma de cultivo não se utiliza “venenos” químicos, ao contrário, respeita-se o ciclo da natureza, adota-se a rotatividade das culturas, as plantas tem “berçário”, a força do vento é amenizada por árvores plantadas em locais estrategicamente escolhidos, a cenoura é pequena, doce e cheirosa, o pepino e o pimentão – alimentos temidos por seus altos níveis de agrotóxicos – estão livres de contaminantes químicos. É um privilégio termos hoje em nossas mesas alimentos saudáveis, saídos diretamente da horta para a nossa mesa.

Nutricionista Mariana Resende, parceira do Projeto Vista Alegre

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